quarta-feira, 4 de setembro de 2013

ANO NOVO: FELIZ?!

ANO NOVO: FELIZ?!

Uma agenda desafia em branco,
Todos os dias, a preencher.
Em cada um; um convite e tanto!

Por certo há muito a fazer,
É um novo ano, feliz?!
Tudo à mão, tudo, só querer.

Projete os dias empodere-se do giz,
Estabeleça o ano e a meta.
Faça a hora e, o que sempre quis.

Dia-a-dia, mire além, siga a seta,
Em cada passo tens (a mão) a bússola.
Evite atalhos, a vida é linha reta!

Aquele que desfoca se ínsula.
A escolha  sê-lhe-á  coroa e manto,
Sê generoso (consigo): Caridade e ‘Kula’*.

Ano novo: um convite e tanto.
Todos os dias a preencher.
Desafia,  uma agenda em branco!


Autor: Marlon  Lelis de Oliveira
Guarulhos, 26 de janeiro de 2011
*Malinowski, in Argonautas do Pacifico, experiência de partilha, interação social igual  Ao k’uarup das tribos brasileiras.
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TWITTER: @marlonlelis


UMA ÚLTIMA VEZ

UMA ÚLTIMA VEZ

Penso em você com aquele carinho
Qual sempre foi o que me estimulou
Mas agora longe além, aqui sozinho
Ficou o sacramento do que restou

Vejo e revejo cada um dos momentos
Um encanto que se espera a janela
Para vê-la passar com meus alentos
Revivo cada tela só para revê-la

Em minha memória é ainda viva
Sua imagem constante e certa
Neste universo continua a diva

Apesar das esquinas sigo a reta
Na esperança de tê-la altiva
Uma última vez ainda é a meta.

Autor: Marlon Lelis de Oliveira

Guarulhos, 23 de janeiro de 2011 

VERDADE

VERDADE

Releio velhos textos,
Buscando reafirmar conceitos:
Clássicos são eternos,
Diz-me meus mestres.
Porém é preciso ir além,
Superá-los e a si próprio.
Pois algo sé É-enquanto-É!
(“Ao contar um conto põe-se um ponto?”).

Sem pôr-me não há!
E, sem haver, o que será?
Se sem degrau não há escada,
Só chega quem faz a caminha.
Toda afirmação já traz em si a negativa.
Para que serve a verdade (de hoje),
Se amanhã ela não mais será (mentira?).

Releio velhos textos, mestres de outrora.
Mas, porém como roupa velha, (não servem mais).
É preciso reescrever os conceitos,
Ser o próprio mestre,
E criar a partir de Si a verdade.
Um paradigma de agora,
Eterno por ora.
Verdade!
Quem sabe?

Autor:  Marlon Lelis de Oliveira

Guarulhos, 15 de janeiro de 2011 

A PORTA

A PORTA


Sempre haverá a porta
Para saída (ou entrada)
Depende da escolha e, da rota
Não há caminhos, há caminhada!

A bússola sempre aponta norte
Mas há muitos outros pontos
Escolher um é decisão não sorte
Evite estória d’outros, faça seus contos

O mérito não repousa na chegada
Sim em cada passo dado
Nas curvas, retas e encruzilhada

Faça seu mapa, sê ousado
Verá os frutos na caminhada
Chegar é do ato seu resultado.


Autor: Marlon Lelis de Oliveira
Guarulhos, 14 de janeiro de 2011

terça-feira, 9 de julho de 2013

OUÇA ATENTO

OUÇA ATENTO
 
Se fizer silêncio
Ouça atento
Cada som do estio
 
Nele há sentido
Ouça atento
Cada fonema contido
 
Haverá sempre algo
Ouça atento
Cada revelar-se fidalgo
 
Nele trás o Todo
Ouça atento
A letra e o incomodo
 
Preste-lhe atenção
Ouça tento
Ouvirá Deus no coração.
 
 
Autor: Marlon Lelis de Oliveira
Guarulhos, 08 de janeiro de 2011

SENTIR

SENTIR
 
O que sente o poeta
Nada sente
A não ser o que sente
Quem sente o poeta
 
Por isso sempre há a musa
Que inspira
O verso que o poeta transpira
E dela com efeito usa
 
Pudera o poeta algo sentir
Mas mente
O que versa é letra somente
E assim não precisa fingir
 
           (...)
 
O que sente o poeta
 
Autor: Marlon Lelis de Oliveira
Guarulhos, 03 de janeira de 2011

UMA LINHA

UMA LINHA
 
O modo que se lida com a realidade diz da ilusão da mente
O devir metafísico daquela que habita o inconsciente
Cada estame desta ôntica verdade traz o-ser-que-sente
Fugaz existência do poeta que nela realiza-o demente
Como harpia do agouro da vida e, da morte nascente
Jaz qual emblema corpóreo: eis aqui a lapide poente.
Pudera ir além monte, galgar outro e mais outro fluente
Buscando apenas a verdade se ela é de fato um ente
Pois que vale ao poeta se a filosofia lhe mente      
Restar-lhe-á o que? Só a ilusão da mente!
 
 
Autor: Marlon Lelis de Oliveira
Guarulhos, 02 de Janeiro de 2011