terça-feira, 9 de julho de 2013

ESTE AMOR QUE SINTO

ESTE AMOR QUE SINTO
 
Este amor que sinto       
Vibra o peito,
Ebole sincopado
Cada fibra cordia,
E sem controle
Deixa ao sôfrego
Poeta, verso e rima.
Pudera Deus
Adentrar ao céu,
Cerúleo manto,
Deste ágape
Que suplico,
Daí-me este cálice?!
E sorvo as frames
Gotículas sobradas
Deste amor que sinto.
 
 
Autor: Marlon Lelis de Oliveira
Guarulhos, 17 de dezembro de 2010
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TE VER É INSENSATO

Te ver é insensato
 
Te ver é insensato, é intangível
Como urgir a trompa de Sião
Fá-lo por desejo irresistível
Algo qual bálsamo ao coração.
 
Como conter tal apostasia
Se tudo que ainda sobra é ar
Restículos do que foi um dia
Aquele pulsar desejo de amar     
 
Talvez nossa música ainda se ouça
É como ver o mar à primeira vez
Sempre um átimo para a moça
Que fez todo azul aos olhos e a tez
 
Resta por certo a vetera magia
E o receio de ver e, de novo amar
Rompe deste peito em fatia
O sonho se não há o que esperar
 
Te ver é insensato... É  irresistível
Ainda não me acostumei é fato
De ser só sem você, cena e ato
E sigo, poeta, só, à espera crível.
 
 
Autor: Marlon Lelis de Oliveira.
Guarulhos, 13 de dezembro de 2010

RECORDAR!!!

RECORDAR!!!
 
Recordar é sofrer!!!
Viva o tempo de ser
Feliz em cada ato
Sem medo do fato
Seja  sempre você
À escolha da vida
Sem repetir o prato
Afinal a vida é única
E inédita e, sem quê.
Portanto, venha o tempo,
Pandora da vida.
 
Autor: Marlon Lelis de Oliveira
Guarulhos, 15dez 2010

IR [poesia inicial]

IR
[POESIA INICIAL]
 
Até onde pode ir a vida?
Cada escolha traz
Caminhos diversos,
Até onde levará?
 
O caminho mostrará?
O caminhante saberá?
A largada é factível,
A chegada é conhecível.
 
Mas sempre se busca além
E se pergunta até onde ir?
Partir e chegar mesma moeda
Seu valor face-a-face revelará.
 
Sempre há o que ganhar
Basta ao investidor crê
Em cada escolha traz
Até onde a vida pode ir!
 
 
Autor: Marlon Lelis de Oliveira
Guarulhos, 11 de novembro de 2010
 

SÊ ARAUTO: FELIZ NATAL!!!


SÊ ARAUTO: FELIZ NATAL!!!

Hoje antecipa-se o Novo Tempo,
Sobre Belém uma estrela brilha,
Fulgura sobre a humilde choupana.
Só, em panos e palhas; Ele repousa.
Singela a Santa Virgem a tudo vela
Por guardião, o zeloso e fiel, José
Anjos e o gado por testemunhas
Ontem, hoje e sempre...
Sua mensagem irradia,
É Natal, justiça e paz
Os sinos anunciam
O reino esperado
Sê arauto:
FELIZ NATAL!!!


Autor: Marlon Lelis de Oliveira
Guarulhos-SP, 24/12/2008


 

UMA GOTA D´ÁGUA


UMA GOTA D´ÁGUA

 
Uma gota d´água

Num deserto

Uma única gota

Vez a vez

Fará um Oásis

Por certo

A gota chama outra

Gota a gota

O deserto evapora

Uma nuvem faz

E no tempo próprio

A chuva cai

Milhares de gotas

Fará um oásis

Num deserto.

 
Autor: Marlon Lelis de Oliveira

Guarulhos, 07 de agosto 2008.

 

LÉO... LÉO... Ó LÉO... LÉOUUUU*


LÉO... LÉO... Ó LÉO... LÉOUUUU*

 

Léo... Léo... Ó Léo... Léouuuu

Sussurra o vento,

Uma voz, a chamar,

Suavemente,

Uma brisa na verdade.

Silêncio,

A quietude é rompida,

Nasce um menino,

Vem à vida,

Um menino!!!

Léo... Léo... Ó Léo... Léouuuu

Nome forte, de leão

Mineirinho de Itajubá,

Mais um ‘uai’, pra ‘proseá’

“__ Oia seu moço é macho.”

Orgulho do pai,

Paixão da mãe,

‘Fiodi nózzinhorá’, sô.

Uma festança vai tê,

Nasceu o menino!!!

Léo... Léo... Ó Léo... Léouuuu

Cresce o moço

Caminhos conhece, caminha

Encruzilhadas toma, todas,

Perde o rumo, o prumo,

Vai-se a esmo, sem pouso,

No mundo, inocência tida,

No poço desce, fundo, o moço,

Perde-se o tino, o pino.

Cadê o menino? Cadê o menino!!!

Léo... Léo... Ó Léo... Léouuuu

Sussurra o vento,

Uma voz chama,

Intensamente,

Um tufão na verdade.

Vocifera,

A quietude é rompida,

Nasce um homem,

Vem à vida,

Um homem!!!

Léo... Léo... Ó Léo... Léouuuu

“__ Ouve a voz vindo da montanha”

“__ Montes aplainai, campinas virai”,

“__ Minas, Itajubá, vou-me embora”,

“__ Uma voz me chama”

“__ Eis-me aqui Senhor!”

Jeremias em resposta,

Profeta no novo tempo,

Nasce um homem de Deus

Um padre!!!

Léo... Léo... Ó Léo... Léouuuu

Olha com amor, intenso,

O servo sofredor, imenso,

Tantos nas praças, esquinas,

Inquieta-se, não passa,

Sofres a dor, do amor que sofres,

Bethânia, terra prometida,

A cura da agonia, esperança,

Não perde nenhum, inclui-os

Mais um. Um filho, Um irmão!!!

Léo... Léo... Ó Léo... Léouuuu

Sussurra o vento,

Uma voz tênue, a chamar,

Suavemente, persistente,

Um furacão na verdade.

Tonitruante, soa retinta

A quietude é rompida,

Renasce o menino,

Vai à vida, eterna,

Ressurrecto, o menino!!!

Léo... Léo... Ó Léo... Léouuuu

Vencestes, “lutaste o bom combate”,

Hoje é festa, muito lúdica, a festa,

Pedro recebe-o com abraço, raro,

Karol, Teresa, João, Paulo, Jesus...

Vem à casa do pai, à sua morada,

Santos e santas te acolhem,

Anjos tocam e dançam pra ti,

Hoje é festa um filho voltou

Um santo!!!

Léo... Léo... Ó Léo... Léouuuu

Mineirinho de Itajubá,

‘Fiodi nózzinhorá’, sô.

Profeta no novo tempo,

Sua alegria era tanta, imensa,

Na luz resplandeceu a luz,

Um homem de Deus,

Olhai por nós, também,

Padre Leo, conterrâneo,

De certo mais um santo!!!

Léo... Léo... Ó Léo... Léouuuu

Léo... Ó Léo... Léouuuu

Ó Léo... Léouuuu

Léouuuu

 

Autor: Marlon Lelis de Oliveira

Guarulhos, 05 de janeiro de 2007

*Para um irmão de fé, Pe. Léo, SCJ - *09/10/1961 + 04/01/2007

** Reprodução autorizada. Citada a fonte e, com envio de cópia para arquivo.