sexta-feira, 6 de setembro de 2013

HISTÓRIA

HISTÓRIA

Quando se olha para traz
Pode-se ver, pois, a história.
Toda luta na busca da paz
E avaliar, então, a vitória.

De tudo, talvez, o melhor;
Ver a si mesmo no olhar,
Sentir o fruto deste labor
E, todo empenho do lutar.

Hoje, se tem a colheita.
Mas foi preciso semear
E, preparar a terra feita.

Cuidar constante e zelar.
Os frutos do que se aceita,
Diz  da história escorreita.



Autor: Marlon Lelis de Oliveira
Guarulhos, 29 de março de 2013

*inspirado na ‘Missa dos Quilombos’

A LUZ!!!

A LUZ!!!

No meio do nada
O tudo habita
E num átimo
A luz
Irrompe a vida
Propala o universo
Incognoscível
Seduz
Os olhos do poeta
As estrelas no céu
Um ir às origens
Reduz
O ser ao que é pó
Dele se veio
E a ele sempre vai
Deduz
Sem ser profeta
Mago ou sábio
Apenas a pulsação
Conduz
A reflexão
Da gênese de tudo
Que há no caos
A luz!!!

Autor: Marlon Lelis de Oliveira
Guarulhos 22 de março de 2013

ATÉ OUTRO DIA!

ATÉ OUTRO DIA!

“__Até outro dia”,
tudo que de ti ouvi.
Maneira mui sutil,
de dizer-me adeus.

Saiu lepta e faceira,
como fosse à feira.
Levou um nada,
como nada deixou.

Vazia ficou a casa,
e vazio meu coração.
Pode o amor acabar?
Esta resposta você terá.

Tudo é relativo,
como ser eternamente.
Cada jura plantada,
não brotou, não fez fruto.

Foi embora o amor,
fico o silêncio e a dor.
Assim é a relação,
contenta os dois não.

Espero ainda este dia,
quem sabe nele voltará.
Por ora apenas olho a janela,
esperando o tempo passar.


Autor: Marlon Lelis de Oliveira

Guarulhos, 15 de março de 2013

APELOS

APELOS

To precisando
De ti
Aconchego
Me dá
Teu chamego

To precisando
Vem
Meu folguedo
Mimar
O seu nego

To precisando
Menina
Matar o desejo
Intenso
Daquele seu beijo

To precisando
Sentir
Todo seu o calor
De te amar
Com muito ardor

To precisando
Ficar
Só no carinho
Seguro
Em nosso ninho

To precisando
Me deixar
Em teus braços
Igual menino
Carente de abraços

To precisando
De tudo
Inteiro sem meio
Sugar
Do lácteo ao seio

To precisando
Urgente
Deste frescor
Suave
Da pele no amor

To precisando
Enroscar
Nos teus cabelos
Atende
Estes meus apelos

To precisando


Autor: Marlon Lelis de Oliveira
Guarulhos, 11 de março de 2013


VERSO*

VERSO*

É uma espera vã sua resposta.
Vence lua, rompe estrela, fugaz.
Nem o sol, a pino, lhe traz.
Esperança, finda, eis a rota.

Insistência tola: Ouça meus ais!
Como tola é minha esperança.
Pode amar um poeta? Jamais!
Mas, a esperança também cansa.

Resta a companhia dos versos
Quem sabe, enfim, a estes ouça
Forma qual mais própria e terso
Não há, a eles peço: Responda moça!


Autor: Marlon Lelis de Oliveira
Guarulhos, 09 de março de 2013

A TODO VERSO HÁ UM ANVERSO

DESTINO EXISTENCIAL

DESTINO EXISTENCIAL

Como um estranho,
Olho à volta e a mim.
Meus Cabelos castanhos,
Embranquecem, sinal do fim.

Como sol a hora última,
Que leva ao balanço.
Eis a mediana, só vindima,
Pelo quê, agora o remanço.

Insiste a fala desconhecida
Um eco do destino existencial
Motiva, a vida, não é vencida

Emerge em si um manancial
Todas as coisas lhe é permitida
"Veni, vidi, vici", ação viral



Autor: Marlon Lelis de oliveira

Guarulhos, 07 de março de 2013

RESTA A FÉ!

RESTA A FÉ!

Não sou nada!
Menor que um grão de mostarda.

Em qual solo repouso?
(Se) nem um mendicante colo ouso.

Se nada sou
Só posso esperar, pois, aonde vou?

O sentido se perde
Como, se vai, a mata verde

Anseio, romper o ciclo
Um petiz, a imaginar moto num triciclo

Vivo agora como aquém
Ilusão terrena d’uma promessa de além

Não sou nada!
(Resta a fé, Deus criou a pessoa, amada)



Autor: Marlon Lelis de Oliveira

Guarulhos, 05 de março de 2013